PONCIO PILATOS

PONCIO PILATOS.

Biografia:

Procônsul romano na Judeia, ao tempo de Jesus Cristo, e que o condenou à morte contra sua vontade, por causa da insistência dos sacerdotes judeus. Pilatos tudo fez para evitar a morte de Jesus, como está narrado nos Evangelhos. No ato de condená-lo, pediu uma bacia com água e, lavando as mãos diante do povo, exclamou: “ESTOU INOCENTE DO SANGUE DESTE JUSTO!” Segundo uma velha tradição, morreu na Espanha, convertido ao cristianismo por São Paulo.

 

Fonte: DICIONÁRIO ENCICOPLÉDICO BRASILEIRO ILUSTRADO, 6ª edição, 1957, Vol. II, pagina nº 1894, Editora Globo.

Organizado sob a direção do Professor Álvaro Magalhães e mais 50 professores e especialistas.

 

SER CRISTÃO.

SER CRISTÃO.

Em síntese, ser cristão é adotar como absolutamente verdadeiros e imprescindíveis os ensinamentos do Divino Mestre Jesus Cristo. Dentre esses ensinamentos o principal é a oração do Pai Nosso, em que se suplica o perdão do Criador, condicionadamente, isto é: Deus deve nos perdoar sempre que tenhamos a capacidade de perdoar as pessoas que nos ofendam. Enquanto não tivermos adquirido essa capacidade – “perdoai a nossas ofensas assim como nós perdoamos aos que nos tem ofendido” – não merecemos o perdão do Pai Eterno. Jesus, no auge de seu martírio, nos deu essa lição inesquecível: “Pai, perdoai-os, eles não sabem o que fazem.” Ora, se ser cristão é seguir o caminho de Cristo, cultuando suas atitudes como meta a ser alcançada, devemos praticar a humildade que é a virtude que dá a capacidade de perdoar. Na sublime Oração de São Francisco de Assis, encontra-se a frase: “Senhor, fazei com que eu possa perdoar, porque é perdoando que se é perdoado”. Como cristãos, pois, devemos estar atentos no combate de nossa própria arrogância e intolerância. Afinal, a PAZ depende do perdão, assim como o ódio e o rancor são alimentos da  discórdia, da GUERRA. A PAZ constrói enquanto a GUERRA destrói. Concluindo essa minha reflexão, peço aos meus companheiros de categoria profissional que entendam que foi a sensibilidade cristã dos membros da diretoria do Sinthoresp e da chapa de oposição que contribuiu para a unificação pacífica que d’ora avante irá nortear a administração da entidade para que ela volte a experimentar maiores progressos.

REALISMO NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.

REALISMO NO ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO.

Partindo-se da concepção de que o Estado é uma instituição criada pela Nação para regular o bem-estar de todos por meio de normas jurídicas, dai decorrendo a qualificação de “ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO”, há que se cogitar sobre a sua real potencialidade de manter crescente esse seu objetivo primordial. Bem-estar social pressupõe saúde e educação em plenitude, como algo imprescindível. Logo, os recursos oriundos da Nação devem ser distribuídos com rigoroso critério: em primeiro lugar, separam-se os custeios da saúde e da educação. Depois, os valores destinados à segurança, etc., para que somente após serem efetivamente garantidos esses bens essenciais, poder-se cuidar, por exemplo, do custeio dos dirigentes no âmbito dos Três Poderes da Republica. Com esse rigoroso critério chegar-se-ia ao número ideal de parlamentares, por exemplo, e ao valor ideal dos justos salários, sem distanciamento da meritocracia que, por seu turno, iria responder pela verdadeira evolução social. Entretanto, não é possível vislumbrar-se na atual proposta governamental contida na PEC 241, a ideia de um ajuste que aperfeiçoe o Estado Brasileiro para que se possa com muito gosto chama-lo de Estado Democrático de Direito. O que se vê é o casuísmo ditado pelo egoísmo dos mandantes alimentando nocividades, de que é exemplo a violência urbana que se agiganta a cada dia. Admitir-se que esse estado de coisas ocorre universalmente, seria constatar-se que a Humanidade, em que pese seu inegável avanço tecnológico, retrocede no campo da espiritualidade e da fraternidade. Eis o que penso.

 

SIMPLESMENTE LÓGICO

SIMPLESMENTE LÓGICO:

O fortalecimento político do Governador Geraldo Alckmin neste momento é absolutamente incontestável. No curso de seu Governo em que se reelegeu em primeiro turno, consagra agora o seu prestígio elegendo de igual modo o seu candidato a Prefeito de São Paulo, fazendo acontecer algo inédito na história da Capital do Estado. Ora, considerado o fato de que seus aliados se deram bem no interior e em muitos pontos do País; considerando-se o que vem dizendo o Prefeito recém-eleito, de que pretende governar em sintonia com o Presidente Michel Temer, que, sendo paulista não lhe irá criar obstáculos; temos que João Dória fará grande sucesso em sua gestão. Evidentemente, isto fortalecerá a candidatura do Governador à Presidencia da República e, concomitantemente, com o fortalecimento de ambos – Governador e Prefeito – é possível vislumbrar uma imediata hegemonia de São Paulo no âmbito da política nacional, até porque é impossível não se admitir que João Dória poderá suceder o Governador Geraldo Alckmin, tanto no Governo do Estado, como na própria trajetória que o tenha levado à Presidencia da República. Eis o que concebo meus amigos, sem nenhuma pretensão que não seja a de tão somente me divertir com as nuances da própria lógica.

Forte abraço a todos,

Francisco Calasans Lacerda.

 

O CONSTRUTOR DE PONTES.

O CONSTRUTOR DE PONTES.

Dois irmãos que receberam de herança de seus pais uma grande gleba de terra dividiram-na, tomando por limites um pequeno riacho à beira do qual construíram suas casas de modo que permanecessem próximos um do outro. Os equipamentos mais onerosos eram adquiridos em conjunto e deles ambos faziam uso com igual intensidade. Passado algum tempo, tiveram uma desavença e ficaram inimigos. O trator, do outro lado do riacho, não permitia que o irmão mais velho o usasse e isso o deixava cheio de ódio. Certo dia chegou à sua casa um homem dizendo que estava procurando trabalho e que o seu ofício era Carpinteiro. Então o raivoso irmão mais velho disse-lhe: eu tenho, sim, serviço para o senhor. Quero que me construa um grande muro, bastante alto, à beira do riacho, de modo que eu não possa ver aquela casa que está do outro lado. O carpinteiro disse que era possível e imediatamente foram, ambos, comprar todo o material necessário para a realização da obra. Estando tudo comprado e colocado ao pé da obra, o proprietário comunicou ao Carpinteiro que teria de fazer uma longa viagem e que quando voltasse queria que o grande muro já estivesse concluído. Assim combinaram: o proprietário viajou e o operário pôs-se com afinco ao serviço. Quando chegou de volta da viagem o proprietário notou com grande surpresa e indignação a ousadia do Carpinteiro que, ao invés de construir o tal muro fez uma belíssima ponte sobre o córrego que dividia as duas fazendas. Quando se dispunha a recriminar veementemente o rebelde carpinteiro, ouviu os gritos de alegria do seu irmão que corria sobre a ponte, em sua direção, de braços abertos para abraça-lo dizendo-lhe: ó meu irmão você é mesmo o fiel executor do desejo de nossos pais, de que devemos estar sempre unidos. Ambos ainda emocionados foram interrompidos pelo Carpinteiro que se despedia. Os dois irmãos então lhe disseram uníssonos: não, o senhor não deve partir, temos mais serviços para o senhor! Porém o Carpinteiro respondeu-lhes que não poderia permanecer, pois ainda tinha outras pontes a construir.

Para reflexão: entre irmãos, construir pontes, é mais gratificante do que construir muros.

INSEGURANÇA JURÍDICA NO MINISTÉRIO DO TRABALHO.

INSEGURANÇA JURÍDICA.

Inicialmente merece nossos cumprimentos o lançamento ou relançamento pelo CENTRO DE MEMORIA SINDICAL, do livro intitulado:  “1º DE MAIO SUA ORIGEM , SEU SIGNIFICADO, SUAS LUTAS”, de autoria do Senador italiano José Luiz Del Roio, com o apoio das seis principais centrais sindicais brasileiras, que ocorreu no dia de ontem, Segunda Feira, 19 de setembro de 2016, na sede do Sindicato dos Comerciários de São Paulo, que é presidido pelo grande sindicalista da atualidade Ricardo Patah. Nesse importante evento que contou com a presença do autor e do Ministro do Trabalho, Deputado Ronaldo Nogueira, do PTB do Rio Grande do Sul, além de outras importantes autoridades e sindicalistas históricos. Chamou-me à atenção, e esta é a razão complementar no impulso que sinto para fazer este modesto comentário, o fato de o Ministro do Trabalho dar ênfase ao que chamou de INSEGURANÇA JURÍDICA, afirmando que ela existe na interpretação que a Consolidação das Leis do Trabalho tem propiciado, razão pela qual entende que nela há de ser feito algum aperfeiçoamento. Eis ai um grande perigo. A CLT, todos nós o sabemos, é uma legislação avançadíssima, que causa inveja até nos países mais desenvolvidos do Planeta. Seus princípios básicos, como por exemplo, apenas um: PREVALECIMENTO DA NORMA MAIS BENÉFICA, que se verifica nos artigo 468 e 620. Em face destes dispositivos legais, não pode haver interpretação restritiva de direito contra o trabalhador que é protegido por essa legislação avançada, até com base no entendimento de juristas famosos de que não se pode fazer justiça tratando desiguais com igualdade. Os neoliberais acenam com sofisma, tentando fazer crer que aos indivíduos maiores de idade deve ser reconhecida a autonomia da vontade, insinuando que entendimento contrario seria retrógrado e até contrário  ao desenvolvimento da cidadania. Sabemos que isso tem iludido até alguns dos sindicalistas tidos como de maior destaque no âmbito da organização sindical brasileira. Eis ai a razão pela qual as palavras do Ministro do Trabalho me causaram preocupação, pois, buscar-se nova forma de intepretação, sabendo-se que temos uma legislação tão avançada, que precisa apenas e tão somente de ligeiras adaptações no que concerne à aparição de atividades decorrentes da evolução tecnológica e que jamais permite cogitar-se de alteração em seus preceitos sociais básicos, é deveras temerário. Nosso Ministro, sendo um Deputado Federal filiado ao Partido Trabalhista Brasileiro, que costuma evocar o nome do maior estadista brasileiros de todos os tempos, pelo menos da República, Getúlio Vargas, seu criador, e sendo um homem de origem humilde, inclusive comerciário, arrefece essa nossa preocupação e nos faz crer que, a depender de sua pessoa, não ocorrerá retrocesso na relação entre capital e trabalho. Um fortíssimo exemplo de insegurança jurídica está ocorrendo no próprio Ministério do Trabalho quando publica uma Nota Técnica em que diz que “FAST-FOOD” não é categoria, e, logo em seguida, concede registro ao Sindicato de Empregados em “Fast-Food” de Salvador, Bahia, quando já é sabido que esse procedimento interessa a grandes empresas multinacionais do setor lideradas pela McDonald’s, que goza da simpatia de uma das grandes centrais sindicais, que inclusive patrocina o lançamento do livro a que nos referimos aqui e que segundo dizem está mandando no Ministério. Para haver sindicato é preciso que, antes, haja uma categoria a ser representada. A insegurança jurídica tolerada pelo Ministério do Trabalho, portanto, é ostensiva e revoltante. Que Deus nos ajude!

Francisco Calasans Lacerda – Presidente do SINTHORESP.

BODAS DE OURO.

COISAS BONITAS DE UMA “BODAS DE OURO”.

Os meus amigos certamente irão me chamar de “VOVÔ CORUJA”. Entretanto, são capazes de compreender a minha grande satisfação em ver essa história sendo contada por meu primeiro neto, demonstrando uma capacidade de redação extraordinária.

“O casamento tal como é, é uma coisa estranha, mas afinal de contas, ainda não se achou coisa melhor.”

AMIEL (Henri Fréderic)

 

Vejam, meus amigos:

História de Francisco e Nelsi

Escrita pelo neto primogênito Victor Augusto

Há muito tempo atrás, na pequena cidade de Mirandela, viviam dois jovens amigos, um menino e uma menina conhecidos como Francisco e Nelsi. Os dois passaram a infância juntos, visto que os pais dos dois eram amigos, além do fato de que o pequeno tamanho da cidade permitia que quase todos os moradores conhecessem um ao outro.

No entanto, Francisco, em 1955, teve que se mudar para a grande cidade de São Paulo, onde teria que trabalhar para ajudar no sustento da família. Sendo assim, Francisco e Nelsi passaram o resto da infância e o começo da adolescência distante um do outro.

Porém, já quase adulto, Francisco voltou à cidade de origem para passar as férias e pôde reencontrar Nelsi. Foi a primeira vez que o rapaz a viu crescida, como uma bela moça e, então, foi “amor à primeira vista”. Sem pensar duas vezes, Francisco se declarou a Nelsi e ela, em resposta, disse que era recíproco.

Sendo assim, no dia 19/01/61, começaram a namorar, mas nos primeiros cinco anos apenas por cartas, devido à distância que os separava. A cada quinze dias, Francisco recebia cartas de sua amada e as respondia com o mesmo carinho que as lia, fato que fez com que a diretora do colégio de Nelsi lesse uma das correspondências, para se certificar que a moça estaria namorando um bom rapaz, e estava.

Fortemente apaixonados, os dois começaram a namorar já pensando no casamento, mas fizeram um acordo que estipulava que só iriam realizar o matrimônio quando ambos se formassem. Assim, um ajudava o outro nos estudos para garantir que o casamento não fosse adiado nem por um minuto. Contudo, Francisco, que estava no primeiro ano de contabilidade, teve que interromper seus estudos, para poder focar no trabalho e no sustento de sua família. Ele retomaria os estudos tempos depois, ao entrar na USP.

Passados os tempos de estudos de Nelsi e sua formatura, havia chegado o grande dia. Aquele 20 de janeiro de 1966, um dia depois do aniversário de namoro, seria marcado pela união do belo casal de Mirandela. E como haveria de ser, o casamento foi realizado na pequena cidade natal dos dois, com uma belíssima festa. Havia muita comida e bebida, alegria por todo o lado, até o primo de Francisco apareceu de surpresa com seu conjunto musical, tornando a festa mais completa ainda.

No entanto, num ato de extrema insensibilidade, o responsável pela cidade cortou a eletricidade do local exatamente no momento da festa, deixando todos no escuro apenas por motivos políticos. Contudo, para salvar a festa, os amigos, vizinhos e familiares do casal correram imediatamente para suas casas para buscar seus lampiões de gás e iluminar novamente o evento, fato que demonstrou como as pessoas gostavam de Francisco e Nelsi.

Após o grande dia do casamento, o casal rumou para São Paulo, com o intuito de construir suas vidas na grande capital paulista. Chegando lá (ou melhor, aqui), passaram por algumas dificuldades de adaptação, Nelsi teve que se adaptar à Secretaria de Educação de São Paulo e Francisco retomaria seus estudos. Os dois lutaram e, juntos, venceram: ela foi fazer Pedagogia e ele entrou na USP.

Então, em março de 1967, veio mais uma alegria para o casal, nasceu o primeiro filho, Antonio Carlos. Para ajudar o casal a cuidar do filho, o pai de Nelsi mandou sua outra filha à São Paulo, Marluce era o nome da moça. Esta se encantou com São Paulo e não quis mais voltar. Viveu com o casal por sete anos, que a recebeu de braços abertos, até encontrar seu futuro marido, Zé Carlos (mas essa é outra história).

Neste período, veio a outra maior alegria dos dois, mais um filho, agora uma menina, a pequena Ana Emilia. Francisco e Nelsi sempre se preocuparam muito com a educação dos filhos, focados em formar grandes adultos, coisa que conseguiram com o apoio mútuo.

Então, com o crescimento dos filhos e a chegada de mais parentes vindos da Bahia, Francisco e Nelsi conseguiram, com sua perseverança, luta e amor, formar a bela família que se vê atualmente e que hoje comemora os cinquenta anos dessa belíssima união.

 

Victor Augusto Boni Lacerda