Sobre as injúrias que venho recebendo de elementos que não merecem ser ligados a CUT

Companheiros,
Vendo um link difamatório que me chama de “filhote da ditadura”, respondi da seguinte forma, confira a íntegra do meu e-mail:

De: Francisco Calasans Lacerda
Enviada em: domingo, 29 de janeiro de 2012 22:34
Para: quintino@cut.org.br; artur@cut.org.br; lisboa@cut.org.br
Assunto: MATÉRIA DIFAMTÓRIA NA INTERNET

Prezado Quintino:
Eu sou um trabalhador do setor hoteleiro, desde 1956, na mesma empresa, onde comecei como copeiro. Associado do meu sindicato desde 1965. Em 1964, houve uma intervenção no sindicato por motivo ideológico – o Presidente era comunista – e toda a diretoria do sindicato caiu, a exceção de um dos diretores que, curiosamente, passou à condição de Presidente Interventor . Em 1969, não por razões ideológicas, mas por problema de natureza administrativa, o sindicato sofreu nova intervenção. A primeira Junta Governativa foi composta por dois integrantes da categoria profissional, um dos quais é o Sr. Natércio Gregório de Lima, atual Tesoureiro da Federação primitiva, nova filada da CUT, sendo o Presidente da Junta um Inspetor do Trabalho.

Essa Junta, infelizmente, deu continuidade às irregularidades, a roubalheira, que motivaram a intervenção e, assim, teve que ser substituída por uma nova Junta composta por 3 (três) Inspetores do Trabalho, a qual permaneceria até fins de 1972. Com a grande pressão porque passava o Ministério do Trabalho em relação ao grande número de sindicatos sob intervenção no país, houve por bem o Ministério em liberar parcialmente o nosso sindicato, substituindo a Junta Interventora por outra composta de elementos da categoria profissional que deveria, tão logo tivesse solução aquele processo de natureza administrativa, abrir o processo eleitoral para que a categoria pudesse então eleger seus legítimos representantes. O meu nome houvera sido indicado por associados companheiros meus do Hotel Jaraguá, que contava com número de associados do sindicato equivalente a 1/3 (um terço) do quadro associativo do sindicato, e que conheciam a minha atuação inclusive liderando uma greve na empresa. Senti-me honrado pela indicação e, embora inexperiente na atividade sindical, assumi junto com os companheiros Mario de Souza e Gilberto José da Silva. Liberado o processo eleitoral, enviei carta a todos os associados pedindo-lhes que indicassem seus melhores colegas de serviço para compor a chapa. Com isso a chapa foi composta com nomes de companheiros que eu sequer conhecia. Procurei fazer um trabalho cujo resultado é a transformação que hoje pode ser notada, passando de 10 (dez) funcionários para mais de 700 (setecentos) e a ampliação do patrimônio da entidade que contava apenas com uma casa antiga na esquina da Rua S. Joaquim, aonde está agora o nosso hotel escola.

Minha origem é modesta. Sou filho de Alfaiate e exerci parcialmente essa profissão aqui em São Paulo quando cheguei de minha terra – Bahia – em 1955. Os princípios morais que meu pai me ensinou eu sempre procurei pô-los em prática em sua homenagem.

Estou querendo dizer com isso, que não mereça aquela injúria que a CUT faz da minha pessoa, chamando-me de “filhote da ditadura”, mantida na internet desde 2008. Espero que agora, neste momento histórico em que aquele personagem que se transformou em interventor por trair seus companheiros de diretoria em 1964, apontado pela Revista Veja em 1979 e agora reafirmado por outra revista, como informante da CIA, é acolhido pela CUT, conforme se verifica no site da entidade, em foto pomposa com o Presidente Artur Henrique, a ojeriza contra a minha pessoa possivelmente tenha arrefecido. Eu discordo, em alguns casos, com o entendimento de algumas pessoas da CUT, mas tenho companheiros que pensam exatamente como eu nessa respeitável instituição. Digo respeitável, porque assim entendo ela ser. Talvez ela não mereça algumas pessoas que a representam, mas isso é outro caso e é interna corporis. Aliás, a filiação da Fechsesp à CUT rendeu publicação no Boletim Informativo do Exército que, agora, pode ter resposta para a CUT naquelas questões pertinentes à anistia, etc.

Peço uma reflexão da parte dos nobres sindicalistas, Presidente, Secretário Geral, e Diretor Executivo e, se assim entenderem um singelo pedido de retratação capaz de sanar a angústia do dano moral a que estou injustamente submetido. Gostaria mesmo de convidá-los para conhecerem melhor a nossa entidade e o trabalho que temos desenvolvido. Seria motivo de satisfação vossa visita.

Cordiais Saudações.

Francisco Calasans Lacerda.

2 comentários em “Sobre as injúrias que venho recebendo de elementos que não merecem ser ligados a CUT

  1. SALES disse:

    Grande Calasans,
    li sua resposta sobre as injúrias que você recebeu.
    Gostei da forma como você explicou. Isto mostra que é
    uma pessoa honesta e de bons princípios.
    Um grande abraço fraternal,
    Sales

  2. Obrigado! Sinto-me honrado com sua visita.

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