Entrevista do companheiro Wagner da CUT

Companheiros:

É verdade, eu sei que incomodo vocês com meus comentários e minhas concepções meramente cerebrinas. Mas, vejamos: é ou não é grave, para o movimento sindical brasileiro, a intempestividade do Presidente da CUT?  Ambos, o que sai  e o que está entrando!

Será mesmo que a Democracia, – com letra maiúscula – admite esse tipo de rompante?

Todos nós sabemos que uma mobilização sindical qualquer é feita com os recursos provindos das contribuições dos trabalhadores. Ora, nem todos os contribuintes são filiados à CUT. Logo, o dinheiro de quem deseja a punição dos mensaleiros será usado em sentido contrário? Para absolve-los, é isso?! Prato cheio para a imprensa que já critica tanto a arrecadação dos sindicatos.

A meu ver, Democracia pressupõe ESTADO DE DIREITO,  em que os Poderes Constituídos devem ser respeitados. É razoável combater-se o deslize, a prevaricação, mas antes disso deve haver a cautela de se esperar o fato que a caracterize. Antes, a própria cidadania impõe o comportamento de absoluto respeito, mormente em relação à Suprema Corte do País. Até porque, o pressuposto natural é o de que o julgamento será judicioso e não político. Fazer uma advertência dessas, antes de ver as coisas acontecendo, é muito perigoso para própria democracia.

Olhem, companheiros, para mim não será surpresa se o STF exigir explicações, podendo por em risco a viabilidade da gestão Wagner Freitas. Acho mesmo que é uma questão de despreparo, tendo em vista que a notícia de jornal foi confirmada no congresso realizado neste último fim-de-semana em São Paulo.

O outro aspecto a ser considerado é o fato de atitudes como essa em nada contribuir em favor dos réus. A própria natureza humana pode levar os julgadores a agirem com muito maior rigor em face dessa desastrosa declaração de alguém que preside a maior central sindical do País.

Pode ficar chato: mas a única saída que eu vejo é a retratação, urgente!

É possível que o STF a condicione, ainda, à renúncia do Wagner Freitas.

Exagerei?

Desculpe-me, companheiros, mas é assim que eu vejo e não achei correto omitir-me em virtude da minha condição de sindicalista.

É preciso que tenhamos sempre presente a consciência da grande responsabilidade que exige o nosso mandato. Ele não nos pertence, dai a cautela imprescindível.

Abraços a todos!

Saúde e Paz!

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