ELEIÇÕES SINDICAIS DEMOCRÁTICAS.

 

 

“Quando produzirdes alguma coisa, lembrai-vos de que não trabalhais para vosso proveito egoísta, mas que sois nesse momento representantes e embaixadores de Deus perante os homens vossos irmãos.” ELIOT (George)

Indiscutível o direito dos trabalhadores sindicalizados se candidatarem em eleições sindicais de qualquer natureza. Aliás, é salutar que o façam. Nada mais belo do que um processo eleitoral democrático. Todavia, faz-se necessária certa reflexão: normalmente a eleição tem custo elevado aos cofres da entidade porque se precisa ir colher os votos nos mais variados setores e assim o número de urnas terá que ser suficiente. Cada urna deve contar com, pelo menos, três mesários. Quando há chapa de oposição, cada chapa concorrente terá direito a um fiscal e assim a despesa aumenta ao dobro, naturalmente. Mas, se ficasse apenas nisso, seria razoável. O problema é que em nome da democracia, alguns abusos andam acontecendo na organização sindical brasileira. Mas, Manon Roland, pensador, exclama: “Oh, liberdade, quantos crimes se cometem em teu nome!”  Por exemplo: algumas centrais sindicais apoiam chapas de oposição, sem a cautela com o gasto do dinheiro dos trabalhadores, pois contratam pessoas a título de seguranças e promovem a ameaça antidemocrática que implica aumento de despesa nas eleições para todos os participantes, principalmente para a entidade sindical. É claro: se uma chapa contrata 300 seguranças a outra também terá que contratar número igual para não correr o risco de ser engolida. Diz-se que esse procedimento é antidemocrático porque é feito com recursos provindos de trabalhadores que ao contribuir não autorizam tal destinação. Essas centrais agem, portanto, ditatorialmente, e não democraticamente. Por conseguinte, cabe aos trabalhadores sindicalizados o dever de combater esse tipo de procedimento oneroso, começando pela censura. As centrais deveriam antes analisar o trabalho da diretoria em exercício para, após isso, decidirem se será ou não democrático seu apoio a esta ou àquela chapa de oposição. Há casos em que uma chapa de oposição aparece apenas para atender a caprichos pessoais de pessoas vaidosas que sabem que não tem nenhuma chance de ganhar, mas insistem em se candidatar, sem atentar para o fato de que sua atitude prejudica a entidade posto que, ao invés de realizar uma obra de interesse da classe, por exemplo, uma colônia de férias, terá que gastar demasiadamente na eleição. Segundo Séneca, um pensador romano que viveu a meio século ante de Cristo, – ” O que não é necessário é caro, mesmo por um tostão.” .  A reflexão sobre o assunto é delicada, porque a liberdade de cada um precisa ser preservada. Segundo Confúcio, outro grande pensador e sábio chinês, “Aquele que queira governar uma nação, deve começar pondo ordem em sua própria casa, e para ter sua casa em ordem, é indispensável ser senhor de sua alma.”

São reflexões importantes que todos precisam fazer quando se trata do interesse coletivo e, já que estamos evocando pensadores, diz Madame Lambert (Marquesa de Toscano) que: “um quarto de hora de reflexão educa mais o espírito do que muitos meses de leitura.” . Nesta mesma linha de pensamento, meu pai, Mestre Abílio, ensinou-me: “para um ano de sabedoria, um minuto de reflexão.”

Precisamos meditar companheiros, para o bem de todos e felicidade geral.

Forte abraço!

Saúde e Paz!

Calasans.

          

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