REFLEXÃO SOBRE LIBERDADE, IGUALDADE E FRATENIDADE.

CONSCIÊNIA NEGRA

A ganância, a ideia de lucro sem escrúpulo, já vem de muito longe no curso da história da humanidade. Vem dai a ideia de escravizar nações inteiras como ocorreu ao povo da África no período colonial das Américas.   

“Esse último ultraje da escravidão à dignidade humana não partirá de vós, artistas pernambucanos. Identificados com a causa da liberdade, o vosso voto será no dia 1º de dezembro, ao mesmo tempo uma petição e uma ordem ao Parlamento convocado, para que liberte, levante e proteja o trabalho em toda a extensão do país sem diferença de raças nem de ofícios; a escravidão retardou de dois séculos a emancipação do proletariado nacional, mas hoje, que ela começa a pensar e a querer, é preciso que a sua primeira intimação aos poderes delegados seja a favor dos escravos, de cuja classe em sua maior pane ela saiu. Sim, senhores, é preciso que as primeiras palavras desse, proletariado que hoje surge em nossa política, sejam de liberdade, de justiça e de igualdade, porque nenhum povo pode ser grande sem ser livre, feliz sem ser justo, unido sem ser igual. (Joaquim Nabuco, em 1884),

Quem é realmente o herói de Palmares, Zumbi ou Ganga Zumba? O primeiro era sobrinho do segundo e há quem diga que houve divergência entre os dois e que Ganga Zumba morreu envenenado. O que importa mesmo é a lição que essa história nos dá: a união dos negros escravos, imbuídos do ideal de liberdade e igualdade contra os poderosos escravocratas.

Joaquim Nabuco disse mais:

“A propriedade não tem somente direitos, tem também deveres, e o estado de pobreza entre nós, a indiferença com que todos olham para a condição do povo, não faz honra à propriedade, como não faz honra ao Estado. … não separarei as duas questões: a da emancipação e a da demarcação do solo. Uma é o complemento da outra. Acabar com a escravidão não basta; é preciso destruir a obra da escravidão. Sei que falando assim, serei acusado de ser um nivelador. Mas não tenho medo de qualificativos. Sim, eu quisera nivelar a sociedade, mas para cima, fazendo-se chegar ao nível do Art.179 da Constituição do Império que nos declara todos iguais perante a lei.”

É uma pena constatar ainda nos dias de hoje aquela desigualdade denunciada por Nabuco, e, pior que isso, constatar que os perversos capatazes daqueles tempos ainda existem e que atualmente se encontram alguns deles travestidos de sindicalistas, como lobos vestidos de cordeiros, criando sindicatos para servir de instrumento à ganância escravagista de empresas estrangeiras em nosso país. Tivessem os elementos que fazem oposição no Sinthoresp, um mínimo de dignidade e não aceitariam o apoio desse tipo de gente.  

Salve a RAÇA NEGRA BRASILEIRA!

 

 

            

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