COISAS MISTERIOSAS DA VIDA.

VERDADES MISTERIOSAS DA VIDA.

Acredite quem quiser:

Em 1932 houve uma seca violenta em todo o Nordeste Brasileiro. Houve muita fome e a falta de água foi terrível. Imaginemos o desespero de um homem casado com três filhos pequenos, sem a menor condição de exercer sua profissão de pedreiro, que depende tanto de água. João Batista de Oliveira, pessoa que conheci desde criança, contou-me a seguinte história: desesperado porque não via o menor recurso para evitar que seus filhos viessem a passar fome, pôs-se de pé em plena praça, em frente à igreja do Senhor da Ascensão, padroeiro da sua Vila de Mirandela e dali começou a apelar num solilóquio duradouro em que dizia: “Senhor da Ascensão, estou vendo a coisa feia! meus filhos vão passar fome! pois não tenho trabalho e nem posso sair daqui para procura-lo em outro lugar. O que é que eu faço Senhor da Ascensão?! Ajude-me! Não permita que meus filhos passem fome!” Seus olhos estavam fixos na direção da igreja. Ao baixa-los e olhar para o chão, vislumbrou um papel amaçado e pisado de há longo tempo, que de longe lhe pareceu dinheiro. Era dinheiro! Muito dinheiro! Uma nota de cinquenta mil reis, que alguém perdera na última festa quando estava havendo fartura, por certo um daqueles jogadores de baralho que enfiam no bolso o dinheiro que ganham de forma estabanada. Estava ali há muito tempo, desde quando houvera lama das últimas chuvas que já se faziam muito distantes. Coube a “seu” João Batista acha-lo milagrosamente. Era dinheiro suficiente para abastecer fartamente sua casa e ainda lhe sobrar para viajar a procura do serviço que logo encontrou na cidade de Tucano.

 –  Alguém seria capaz de contestá-lo dizendo-lhe que aquilo não foi um milagre?

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Aos Sábados, dia da feira do lugar, era costume uma menina ser incumbida de angariar donativos para a igreja. De certa feita, a menina viu umas flores muito bonitas numa casa e pediu uma delas para enfeitar o altar do Senhor da Ascensão. A dona das flores era uma criança e não permitiu que se levasse uma de suas flores. Eram flores viçosas, lindas angélicas. Pois bem: no dia seguinte, todas as flores amanheceram espalhadas pelo chão, atacadas que foram por formigas durante a noite. A dona das angélicas está ai para contar a história, é a dona Nelsi, minha esposa. Ela  sabe entender o que aconteceu!

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Não presenciei a sena, mas tive conhecimento imediato, pois me encontrava há poucos metros dali: José Marceneiro vinha planejando matar seu desafeto um ex-soldado da polícia de nome Ubaldo. Conheci a ambos com intimidade. Eles foram evangélicos, mas Ubaldo se tornara materialista, ateu.  Na hora de uma Missa, com a praça deserta, Ubaldo se encontrava sentado no balcão de uma bodega quando José Marceneiro adentrou o recinto sacando de uma mauser alemã e já apertando o gatilho na direção do adversário. O tiro não saiu e Ubaldo, pulando para o lado de dentro do balcão, sacou velozmente o seu revolver calibre 38 e de igual modo apertou o gatilho na direção de seu agressor. Ambas as armas falharam: não saiu nenhum tiro e José Marceneiro que era muito valente, saiu desorientado até ser preso logo mais tarde.  Era hora em que se rezava a Santa Missa! Mistério? … talvez mistérios da fé.

Recentemente, no curso de um processo eleitoral sindical, duas chapas estavam prestes a concorrer. A chapa de número dois havia conseguido uma ordem judicial autorizando o seu registro, posto que no prazo estatutário não houvera atendido às exigências regimentais. Tudo pronto, mesários já nomeados pelos dois lados, eis que surge uma carga de difamação da parte dos candidatos da chapa dois contra a diretoria do sindicato que vinha colaborando com a igreja do Senhor da Ascensão. Fizeram verdadeira bazófia até contra os bancos da igreja que foram doados e contém os nomes dos doadores. O que aconteceu? No mesmo dia em que o grosseiro jornal de campanha foi posto em circulação o MM. Juiz, quando menos se esperava, achou por bem cassar sua própria decisão, anulando assim o registro que ele próprio houvera autorizado. A chapa dois foi inviabilizada e a eleição transcorreu com chapa única. Além de tudo isso, registra-se recorde no índice de aprovação da diretoria com 97,2% dos votos.

Uma coisa é certa: com o Senhor da Ascensão, que é a imagem de Jesus Cristo no ato glorioso de sua levitação ao céu, para ficar, como é dito no Credo, à direito de Deus Pai todo poderoso, não se brinca. ACREDITE QUEM QUISER!                        

Francisco Calasans Lacerda.

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