LUCRO SEM ESCRÚPULO

LUCRO SEM ESCRÚPULO:
A perspectiva de lucro é o estimulante para o sucesso do empreendimento e ninguém deve condená-la. Entretanto, é preciso que o empresário não perca a sensibilidade humanística para compreender a função social de seu empreendimento.
Com efeito, o regime de livre iniciativa exige de cada cidadão o dever de pensar com altruísmo, para que o lucro seja socialmente sadio, de modo que o Estado Democrático de Direito se fortaleça por meio da prática efetiva da Justiça Social.
Por conseguinte, a falta de escrúpulo, fruto do egoísmo, que se aproveita da evolução tecnológica e cria máquinas que substituem centenas de trabalhadores, colocando cidadãos pais-de-família em dificuldade para cumprir a sua parte nesse pacto social existente entre o indivíduo e sua Nação, merece ser combatida, posto que, violenta, desumana.
A Nação concebe a instituição do Estado como forma de disciplinar e ao mesmo tempo assegurar a cada indivíduo, a capacidade para comportar-se de forma que todos possam viver em paz, em plena liberdade e em harmonia, solidariamente – Eis ai o ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO – Dentro dessa concepção a Nação Brasileira concebeu o lema “ORDEM E PROGRESSO” para anunciar que o Brasil garantirá a liberdade de iniciativa empresarial, mas também garante a Justiça Social para que haja sempre a ordem que é essencial à preservação do bem de todos que é a paz. Logo, em Nosso País temos o direito de exigir que o progresso seja sempre ordeiro, garantindo meio de vida a todos os cidadãos, indistintamente. O Estado Brasileiro, portanto, não comunga com o LUCRO SEM ESCRÚPULO que sugira a substituição de cidadãos trabalhadores por máquinas que os levem à rua da amargura.
Pois bem: tivemos notícia de que, nos Estados Unidos, a empresa multinacional MACDONALD’S, em resposta à reivindicação de melhores salários por seus empregados, ameaça-os com a automação de sua prestação de serviço ao público. Essa atitude empresarial nos preocupa, pois isso implicaria agravamento ao desemprego e ao já precário meio de vida propiciado de nossa gente.
Na condição de representante dos trabalhadores em hotéis, restaurantes, bares e demais estabelecimentos desse setor comercial, o SINTHORESP vem a público para denunciar tal comportamento empresarial e alertar, não só aos trabalhadores, mas, também, às autoridades constituídas no sentido de que se mantenham atentas e possam tomar as medidas preventivas que forem legalmente possíveis.
Seria inconcebível que da liberdade garantida pelo Estado aos cidadãos que tenham vocação empresarial resulte a irresponsabilidade de estimular o LUDISMO que durante a Revolução Industrial declarou guerra às máquinas através de seu líder Ned Ludd, em 1811.
Em se tratando de empresa que lida com alimentos, a preocupação merece atenção ainda maior, pois não se limitaria a agravar o desemprego. Haveria risco iminente aos consumidores, pois o “Ludismo” poderia ser ressuscitado com nova roupagem.
A máquina, como forma de desenvolvimento tecnológico, será sempre bem vinda, para o uso nos ambiente insalubres e também como forma de propiciar à Humanidade como um todo maior conforto, menor esforço físico e maior espaço de tempo para o aperfeiçoamento profissional, à leitura, à melhor assistência a seus familiares, por meio da redução geral da jornada de trabalho.
Estejamos atentos!
Francisco Calasans Lacerda
– Presidente do SINTHORESP.

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