AS TRÊS VIRTUDES NO CAMINHO DA LÓGICA.

A COISA ESTÁ CADA VEZ MAIS COMPLIDADA.

Francisco Calasans Lacerda.

 

Entretanto, há um caminho indicado pela lógica que deve ser examinado para uma reflexão ainda mais profunda. Vejamos: a fúria com que um homem altamente politizado, com a experiência politica acumulada por mandatos sucessivos, como Deputado federal – e agora nada mais nada menos do que Presidente da Câmara Federal, – diz que o Governo está por trás das investigações da operação lava a jato, nos leva a admitir que isso seria possível , se o Governo efetivamente o quisesse. Este ponto é essencial para a reflexão que precisa ser feita. O segundo ponto essencial a ser considerado é o seguinte: o Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, pessoa de caráter ilibado e que também tem sua história como combatente da corrupção, tendo presidido uma importante CPI na Edilidade de São Paulo quando então Vereador, levando muita gente à perda de mandato e à prisão, acaba de depor corajosamente perante a atual CPI da Petrobrás, justamente na alcova dos leões comandados pelo deputado que alega estar sendo perseguido pelo Governo, na Instituição que comanda os responsáveis pelas investigações, assevera de forma convincente, com muita firmeza, que cumpre seu dever de manter-se à distância das investigações, como quer o Estado Democrático de Direito que faça um titular da pasta do Ministério da Justiça. Temos, portanto, até aqui, duas pessoas da mais alta qualificação intelectual e de mais elevada experiência política, debatendo sobre a atuação do Governo nas atividades da operação lava a jato, duas afirmações absolutamente antagônicas entre si. Para quem atribuir maior credibilidade às palavras do Ministro da Justiça, a conclusão a que chega é a de que o Governo e seu Ministério querem que se apure, “doa a quem doer” e, enquanto isso, tem-se que o desespero demonstrado pelo Presidente da Câmara está a afirmar, com maior ênfase, que há realmente algo a ser apurado de que ele gostaria que não o fosse. Tomando ainda as palavras do Ministro de Estado, no tocante à personalidade da Presidente da República, tem-se que ela é honesta e não está com medo de nada, até porque, segundo ele, jamais será atingida em sua honradez nesse lamentável episódio que assola o pais.

Pois muito bem: todos nós sabemos que a verdade e a honestidade costumam estar juntas e têm força incomensurável, são imbatíveis, vencendo sempre. A coragem resulta da fusão dessas duas primeiras virtudes, isto é, da soma da verdade com a honestidade.

Conclusão: se realmente essa coragem e essa honestidade existir em nossa Presidente da República, conforme assevera seu respeitabilíssimo Ministro da Justiça, ela está contando com as três virtudes mais poderosas – verdade, honestidade e coragem – que certamente a levarão à vitória e à recuperação da credibilidade de seu Governo, embora não se possa afirmar quanto ao PT, que restará dividido em duas vertentes separadas por esse clamoroso rio de lama: corruptos de um lado e honestos do outro.

São Paulo, 18 de julho de 2015.

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