O CONSTRUTOR DE PONTES.

O CONSTRUTOR DE PONTES.

Dois irmãos que receberam de herança de seus pais uma grande gleba de terra dividiram-na, tomando por limites um pequeno riacho à beira do qual construíram suas casas de modo que permanecessem próximos um do outro. Os equipamentos mais onerosos eram adquiridos em conjunto e deles ambos faziam uso com igual intensidade. Passado algum tempo, tiveram uma desavença e ficaram inimigos. O trator, do outro lado do riacho, não permitia que o irmão mais velho o usasse e isso o deixava cheio de ódio. Certo dia chegou à sua casa um homem dizendo que estava procurando trabalho e que o seu ofício era Carpinteiro. Então o raivoso irmão mais velho disse-lhe: eu tenho, sim, serviço para o senhor. Quero que me construa um grande muro, bastante alto, à beira do riacho, de modo que eu não possa ver aquela casa que está do outro lado. O carpinteiro disse que era possível e imediatamente foram, ambos, comprar todo o material necessário para a realização da obra. Estando tudo comprado e colocado ao pé da obra, o proprietário comunicou ao Carpinteiro que teria de fazer uma longa viagem e que quando voltasse queria que o grande muro já estivesse concluído. Assim combinaram: o proprietário viajou e o operário pôs-se com afinco ao serviço. Quando chegou de volta da viagem o proprietário notou com grande surpresa e indignação a ousadia do Carpinteiro que, ao invés de construir o tal muro fez uma belíssima ponte sobre o córrego que dividia as duas fazendas. Quando se dispunha a recriminar veementemente o rebelde carpinteiro, ouviu os gritos de alegria do seu irmão que corria sobre a ponte, em sua direção, de braços abertos para abraça-lo dizendo-lhe: ó meu irmão você é mesmo o fiel executor do desejo de nossos pais, de que devemos estar sempre unidos. Ambos ainda emocionados foram interrompidos pelo Carpinteiro que se despedia. Os dois irmãos então lhe disseram uníssonos: não, o senhor não deve partir, temos mais serviços para o senhor! Porém o Carpinteiro respondeu-lhes que não poderia permanecer, pois ainda tinha outras pontes a construir.

Para reflexão: entre irmãos, construir pontes, é mais gratificante do que construir muros.

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